Educação em saúde e aleitamento materno: percepções dos benefícios de sua prática segundo puérperas de Recife-PE

Apesar de o leite humano ser uma substância ativamente protetora, imunomoduladora, e de complexidade biológica singular, e ainda frente a todo o incentivo contemporâneo em torno da amamentação, a prevalência e a duração do aleitamento materno continuam distantes do ideal preconizado. Dentre as causas apontadas para o desmame precoce, a falta de conhecimento das mães acerca da qualidade de seu leite, tanto para sanar a fome, como para conduzir a um adequado desenvolvimento do seu filho, implica em lacunas educativas passíveis de intervenção desde a atenção básica. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e exploratório, apoiado no método quantitativo, que teve como objetivo geral analisar as orientações fornecidas à puérperas acerca dos benefícios do aleitamento materno. A amostragem foi do tipo não probabilística intencional e contemplou 50 nutrizes que procuraram a consulta de egresso nos primeiros quinze dias pós-parto e que utilizaram o serviço de puericultura de um hospital-escola no município de Recife-PE. O estudo mostrou que apenas 35,0% das entrevistadas receberam orientações sobre o aleitamento durante as consultas de pré-natal, a despeito de 98% delas terem sido acompanhadas neste serviço. Mostrou ainda que 48,0% e 15,0% das mulheres não souberam informar as vantagens da amamentação para si próprias e para o seu bebê, respectivamente. Emerge, pois, que as nutrizes devem ser sensibilizadas para a importância do aleitamento desde o prénatal, durante o acompanhamento pós-parto e todo o período de amamentação, já que o período prénatal pode não ser suficiente para absorver um número tão grande de informações.

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