Fluxos e refluxos de movimentos sociais nas conjunturas de 1950- 1968: o caso da biblioteca infantil Monteiro Lobato

Trata-se de pesquisa em andamento, realizada na Pós-Graduação em Educação da UFBA por Esmeralda Aragão, Joseania Freitas e Fernanda Maria Gonçalves Almeida, buscando comprovar as mudanças conjunturais havidas entre o início dos anos cinqüenta – quando se expandiram as mobilizações sociais no País – e a última metade da década de sessenta, quando há um retrocesso do processo democrático, fazendo refluir os movimentos e acentuando uma expansão da opressão promovida pela Ditadura Militar sobre as instituições culturais. O foco central deste estudo de caso, do âmbito da Antropologia Política e Cultural, é a Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, que, fundada em 1950, pela educadora Denise Tavares, para promover a expansão do universo criativo e da autonomia de crianças e jovens de Salvador e de outros municípios baianos atendidos pela rede de bibliotecas criadas e afiliadas a essa central, espelha o avanço do acesso à cultura, promovido pelos movimentos societários. Com a mudança da correlação de forças, na década seguinte, o cenário transveste-se, substituindo o emergente espaço democrático pelo ditatorial, que promove a fragilização da participação política das massas e investe no sufocamento das instituições e entidades de multiplicação e difusão cultural.

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