Avaliação de riscos ao trabalhador rural aos agrotóxicos na cultura do café em Vitória da Conquista – Bahia
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Universidade Católica do Salvador
Durante os séculos, os humanos desenvolveram muitos métodos engenhosos nas diversas
tentativas para controlar os invertebrados, vertebrados e microorganismos que constantemente
ameaçavam a provisão de comida e que também se constituíam numa ameaça para a saúde. Com o
processo de industrialização, da urbanização e do aumento populacional, cresceram as demandas por
produtos agrícolas nacionais e internacionalmente; o avanço tecnológico possibilitou a mecanização de
boa parte do trabalho agrícola, a melhoria das espécies exploradas economicamente e a ampliação do
uso dos recursos naturais, além de um maior controle das condições do processo produtivo,
principalmente com a utilização dos insumos agrícolas, dentre eles os pesticidas sintéticos para controle
de pragas e doenças existentes nas lavouras. No Brasil, o consumo de agrotóxicos aumentou de 27.728
toneladas em 1970 para 80.968 toneladas em 1980, atingindo uma estabilização a partir de 1987
(Zavatti & Abakerli apud Futino & Silveira, 1991). O objetivo central deste estudo é avaliar o grau de
risco ao trabalhador rural por exposição ocupacional no campo aos agrotóxicos utilizados para combate
a pragas e doenças da lavoura cafeeira localizada no Povoado da Limeira, zona rural pertencente ao
município de Vitória da Conquista, estado da Bahia. Em se tratando da cultura do café, em especial no
Planalto da Conquista, observam-se problemas nas lavouras com o uso intensivo destes produtos. Dentre
estes problemas destacam-se a superdosagem realizada por alguns cafeicultores, efeito residual longo,
com prolongada persistência no ambiente e partes da planta.
