Determinação da toxicidade de três tipos de biodiesel sobre o crescimento da microalga marinha tetraselmis chuii

Projetos buscando fontes mais limpas e baratas de energia vêm sendo desenvolvidos nos últimos anos. O biodiesel (combustível biodegradável derivado de fontes alternativas como óleos vegetais) é menos poluente, uma vez que, ao ser queimado, produz uma quantidade inferior de gases, comparado à liberada na combustão de derivados do petróleo. Tornam-se então, importantes e necessários estudos para avaliar o efeito do biodiesel sobre a biota, caso esses biocombustíveis alcancem o meio ambiente. As microalgas se constituem na base das cadeias alimentares aquáticas. Alterações na taxa de crescimento destas microalgas podem ser interpretadas como o reflexo de alterações ambientais, como por exemplo, a presença de substâncias tóxicas. Este trabalho visou avaliar a toxicidade de três tipos de óleo vegetal e três tipos de biodiesel sobre o crescimento da microalga Tetraselmis chuii. O óleo denominado A1 é de mamona, A2 de Óleo e Gorduras Residuais (O.G.R.) e A3 é BLENDA (50% de sua composição são provenientes do óleo de mamona e 50% de O.G.R.). Os três tipos de biodiesel B1, B2 e B3 foram formados a partir do óleo de mamona como matéria-prima, O.G.R. e BLENDA, respectivamente. Os resultados indicaram o óleo A2 como sendo o mais tóxico (CI50-96h= 33,83%) e o óleo A3 apresentou o menor valor de toxicidade para Tetraselmis chuii (CI50-96h= 59,9%). Para os tipos de biodiesel, o B3 foi o mais tóxico (CI50-96h= 44,82%) e o biodiesel B2 teve o menor valor de toxicidade (CI50-96h = 56,74%).

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