O horizonte psicogeográfico na cidade

Na cidade, após a produção industrial, os territórios e suas zonas climáticas passaram a ser objeto de estudo de alguns de seus sujeitos. Um dos aspectos que tiveram relevância no estudo urbano após a grande guerra certamente foi o aspecto psicogeográfico das ambiências urbanas. A Internacional Situacionista (IS) – grupo de artistas, estudiosos e marginais europeus que publicaram revista homônima de 1958 a 1969 – pesquisou o fenômeno urbano em um momento de reconstrução habitacional e de desenvolvimento dos países periféricos; nesse estudo deu-se relevância aos efeitos psicológicos da plástica arquitetônica no cotidiano dos indivíduos. As pessoas em geral distinguem bairros alegres de bairros tristes sem traçar-lhes qualquer consideração sob esse aspecto de mudança nas zonas climáticas. De forma que a IS debruçou-se em perceber a influência do urbanismo na sociedade almejando construir coletivamente novas ambiências e promover a revolução cotidiana. Os estudos urbanos situacionistas tinham não apenas a dimensão de estudo analítico, mas de ação política e uso dos espaços. Pensar na cidade diante do horizonte psicogeográfico é apreender cada signo implícito na plástica urbana e deslocá-los para a própria sobrevivência em meio as novas selvas de pedras.

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