Panorama geodemográfico baiano – 1991-2000

O Estado da Bahia é um imenso mosaico de regiões desiguais, onde contradições ainda précapitalistas persistem lado a lado das novas dinâmicas impostas pela globalização, trazidas pela modernização do sistema logístico e da rápida expansão e instalação de redes de telecomunicação, que reduzem os custos e as distâncias, ampliando o potencial centralizador das grandes corporações internacionais. Estes fenômenos globais avassaladores, com freqüência, inserem-se em conjuntos de lugares estagnados e desarticulados, diminuindo as desigualdades entre realidades vizinhas ou, até mesmo, aprofundando-as. Diante disso, este trabalho analisa como a população da Bahia está se redistribuindo internamente, através de um diagnóstico interescalar estatístico e cartográfico das mudanças geodemográficas ocorridas neste grande estado brasileiro, entre os anos de 1991 e 2000, com base na geoinformação oficial produzida pelo órgão nacional de geografia e estatística – IBGE. Com o dinamismo crescente das relações econômicas entre lugares dispersos pelo globo, a Bahia recebeu impactos pontuais em seu sistema demográfico. O Estado passou por uma reestruturação regional a partir de centros dinâmicos que provocaram instabilidade demográfica em extensas zonas inertes, como no campo da tradicional zona do cacau e no entorno de Jacobina, Serrinha e Senhor do Bonfim, onde, por exemplo, o êxodo secular persiste assustadoramente.

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