Processo de segregação sócio-espacial em Salvador: o caso de Pirajá
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Universidade Católica do Salvador
O presente trabalho trata de um processo formador do espaço urbano – a segregação sócioespacial,
em estudo da cidade do Salvador, no caso específico da localidade de Pirajá. A segregação
sócio-espacial efetuada pela população de baixa renda se constitui na ocupação pela mesma de espaços
distantes das áreas centrais mais urbanizadas, a partir do encarecimento destas áreas e do crescimento
vertiginoso da população urbana – sensível na segunda metade do século XX nos países
subdesenvolvidos. A moradia, necessidade humana básica, torna-se uma mercadoria de difícil aquisição.
Trataremos da mesma numa visão de conjunto, além da noção de moradia como abrigo, mas como uma
série de necessidades que envolvem as condições de habitabilidade. O Estado aparece como principal
agente de segregação, uma vez que legitima as condições desiguais de sobrevivência na cidade. Foram
reunidas importantes informações acerca do espaço escolhido como universo de análise, com o objetivo
de ampliar os conhecimentos sobre o mesmo, para então propor intervenções que objetivem a melhora
das condições de habitabilidade em Pirajá. Para tanto, foram realizadas pesquisas bibliográficas e
documentais, trabalho de campo e entrevistas. Os resultados obtidos possibilitaram o diagnóstico
socioeconômico de Pirajá, que possui como principais modeladores do seu espaço os grupos sociais
excluído, com todas as implicações que isto pode ocasionar.
