A relação fisioterapeuta-paciente na percepção do portador de ela
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Universidade Catolica de Salvador
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma patologia neurológica crônica,
degenerativa, de etiologia desconhecida, caracterizada pela progressiva perda motora1-7,
apresentando também sintomas bulbares como comprometimento da fala, deglutição e funções
respiratórias2,4-,7. É uma doença predominantemente masculina (2:1), de início a partir dos 40
anos de idade1,5,8 e de incidência anual correspondente a 1/100.0001,3,9 em todo o mundo. A
média de vida após o diagnóstico é de aproximadamente 4 a 5 anos1,8, podendo variar de meses à
mais de 10 anos. As funções corticais superiores, como memória e inteligência4,9,14, não são
afetadas, isso faz com que os portadores de ELA acompanhem toda a sua deterioração física,
podendo apresentar sintomas psicológicos como labilidade emocional e depressão1-4, 9-12. A
associação de todos esses fatores provoca uma mudança brusca na vida desses pacientes2,
desestabilizando o equilíbrio social, econômico e emocional do sistema familiar2,5, visto que a
maioria (58%) são homens numa fase economicamente ativa da vida.
