Enfrentando a morte: qual a percepção do acadêmico de fisioterapia sobre o processo da morte e do morrer do paciente?
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Universidade Católica do Salvador
Este estudo buscou conhecer como os acadêmicos de fisioterapia percebem o processo da
morte e do morrer do paciente. Realizou-se um estudo qualitativo, com dezesseis acadêmicos de uma
Universidade particular referência em fisioterapia na cidade do Salvador, Bahia, Brasil. O instrumento
foi um roteiro de entrevista semi-estruturada elaborado pelas autoras contendo dados de identificação e
perguntas relacionadas às vivências, afinidades, preparação e emoções despertadas no lidar com o
paciente terminal. A coleta foi realizada durante o mês de outubro de 2007, face-a-face com os sujeitos
da pesquisa, com o auxílio de um gravador digital. Para a análise dos dados utilizou-se a análise do
conteúdo. Após a análise dos dados, emergiram cinco categorias, as quais revelaram que embora os
acadêmicos considerem a morte como um processo natural não se sentem preparados para lidar com a
mesma, destacando que o costume vem com tempo. Os informantes relataram dificuldades na interação
com o paciente e os seus familiares, além de explanarem sobre as emoções que emergem no cuidar destes
pacientes. Os resultados desta pesquisa apontam que as expectativas dos acadêmicos sobre a morte não
são atendidas durante a graduação, o que torna o lidar com o tema ainda mais difícil. É necessário
estudos mais profundos, de cunho qualitativo para esclarecer o motivo de não se abordar mais este tipo
de temática na graduação.
