A enfermagem em situações limite: assistindo o paciente pediátrico sem prognóstico e com contraindicação de reanimação cardiopulmonar

A filosofia assistencial dos cuidados paliativos prega a assistência ao doente sem possibilidade de cura, encarando o processo do morrer como fato inerente a vida. Define-se paciente terminal ou sem prognóstico aquele acometido por patologia agravada onde é ineficaz o emprego de qualquer terapêutica e cuja morte é esperada em um curto espaço de tempo que pode durar até seis meses. Nestes casos a reanimação cardiopulmonar (RCP) torna-se uma medida descabida; a consumação de uma vida sem prognóstico e o prolongamento de todo sofrimento vivido pelo paciente e família. Este estudo tem como objetivo buscar evidências científicas sobre as estratégias adotadas pelos enfermeiros no contexto do paciente pediátrico sem prognóstico e com contraindicação de reanimação cardiopulmonar; descrever as condutas do enfermeiro no acompanhamento da situação; delimitar o amparo ético na restrição da terapêutica oferecida quando confirmada a falta de prognóstico. Trata-se de um estudo de revisão de literatura de abordagem qualitativa e caráter explicativo, onde foi realizado o levantamento de publicações na base de dados eletrônicas da ScIELO. Os resultados apontaram para três categorias, após discuti-las concluiu-se que o enfermeiro é o profissional responsável por oferecer conforto e bem-estar ao paciente terminal, seu objetivo deve ser melhorar a qualidade de vida restante, proporcionando uma morte digna ao paciente.

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