Conjugalidade homoafetiva: entre o recôndito e o interdito das dinâmicas sociais
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Universidade Católica do Salvador
As famílias perpassam por transformações que desaguaram na necessidade de uma releitura das
concepções sobre as famílias e a construção da conjugalidade, perpassando por uma revisão das
convicções tradicionais. Neste sentido vislumbram-se as famílias homoafetivas, em meio à
multiplicidade de formações familiares, no qual o vínculo afetivo se dá entre pessoas do mesmo sexo
incluindo também transexuais, travestis e outras identidades sexuais que não correspondem aos
padrões heteronormativos. O propósito deste artigo é compreender a dinâmica familiar relativa à
conjugalidade homoafetiva a fim de aprofundar o estudo das relações de casal como cenário de trocas
intersubjetivas relevantes que atualizam tensões e conflitos, próprias dos processos da modernidade
tardia. No entanto apesar do reconhecimento de tais singularidades, a configuração familiar
homoafetiva ainda está à margem do conceito de família conjugal majoritário, entre as resistências do
imaginário social, cultural bem como de alguns operadores do direito, apesar de haver conquistas
nessa área. Os afetos, a conjugalidade e as sexualidades pertencentes aos/as homossexuais, transexuais e travestis encontram-se veladas, entre o recôndito e o interdito das dinâmicas sociais vigentes. No presente estudo a conjugalidade homoafetiva se constitui independente de legitimação e
reconhecimento social, em próprias tessituras e complexidades que norteiam as relações humanas.
