Conjugalidade homoafetiva: entre o recôndito e o interdito das dinâmicas sociais

As famílias perpassam por transformações que desaguaram na necessidade de uma releitura das concepções sobre as famílias e a construção da conjugalidade, perpassando por uma revisão das convicções tradicionais. Neste sentido vislumbram-se as famílias homoafetivas, em meio à multiplicidade de formações familiares, no qual o vínculo afetivo se dá entre pessoas do mesmo sexo incluindo também transexuais, travestis e outras identidades sexuais que não correspondem aos padrões heteronormativos. O propósito deste artigo é compreender a dinâmica familiar relativa à conjugalidade homoafetiva a fim de aprofundar o estudo das relações de casal como cenário de trocas intersubjetivas relevantes que atualizam tensões e conflitos, próprias dos processos da modernidade tardia. No entanto apesar do reconhecimento de tais singularidades, a configuração familiar homoafetiva ainda está à margem do conceito de família conjugal majoritário, entre as resistências do imaginário social, cultural bem como de alguns operadores do direito, apesar de haver conquistas nessa área. Os afetos, a conjugalidade e as sexualidades pertencentes aos/as homossexuais, transexuais e travestis encontram-se veladas, entre o recôndito e o interdito das dinâmicas sociais vigentes. No presente estudo a conjugalidade homoafetiva se constitui independente de legitimação e reconhecimento social, em próprias tessituras e complexidades que norteiam as relações humanas.

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