A fenomenologia do intelecto em Schopenhauer

Este artigo intitulado “a fenomenologia do intelecto” busca apresentar o primeiro capítulo da dissertação de mestrado do autor, que se propôs a investigar a definição de intelecto disseminada nos escritos de Schopenhauer que tratam especificamente da teoria do conhecimento. Tal concepção de intelecto provocou uma aguda ruptura com a tradição filosófica, pois Schopenhauer o concebe como não substancial, isto é, sem fundamento metafísico, sendo apenas uma função fisiológica do cérebro, que possibilita apenas o conhecimento de fenômenos mediante as formas do princípio de razão, a saber, espaço, tempo e causalidade, e que por sua vez estaria subordinado a Vontade metafísica e irracional, conceito capital da filosofia schopenhauriana. Portanto, tal capítulo intentou mostrar exaustivamente as características fisiológicas do intelecto em Schopenhauer que se opõem radicalmente a todas as teorias que partem do pressuposto de que o intelecto humano é reflexo de uma inteligência divina, situada no plano metafísico e que lhe serve de fundamento.

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