Ressignificação do discurso feminista
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Universidade Católica do Salvador
O discurso feminista em seu teor clássico tende ao radicalismo, tecendo teorias sexistas na sua relação com o gênero oposto, aproximando-o de uma quase preleção machista. O poder fálico não desaparece dentro desse discurso, contudo se faz presente fortemente como um balizador para as relações intergêneros, sendo cooptado do machismo, seu poder simbólico, para justificar as ações radicais de
um grupo que acredita que a adoção de uma postura mais universal e humanista venha a desvirtuar os ideais de igualdade presente no discurso feminista. O interesse deste artigo não é desconsiderar o valor do discurso feminista como um agente transformador da sociedade, que a tira do pseudo-autoritarismo
quase teocêntrico em seu discurso justificador de uma sociedade fálica, para um modelo práxis de uma sociedade igualitária, universal. O que se busca analisar neste artigo é o discurso clássico de um feminismo sexista, que se embasa numa constante belicista com o sexo oposto indo para uma quase heterofobia discursiva. O embasamento teórico para as análises se apoiará na teoria da análise do
discurso francesa de Michel Pêcheux e na filosofia feminista de Andrea Nye.
