Movimento social e conflitos socioambientais: o caso da fábrica de cimento

Os objetivos gerais desta pesquisa foram levantar e descrever historicamente os conflitos socioambientais ocorridos entre os moradores do Bairro América e a Companhia de Cimento Portland de Sergipe (CCPS), como também, descrever e analisar os resultados obtidos pelo movimento social que foi gerado a partir desses conflitos, no período de 1967 a 2000. Os procedimentos metodológicos combinaram pesquisa documental em jornais, relatórios técnicos, revistas, atas de reuniões, e pesquisa de campo através da aplicação de entrevistas semi-estruturadas com moradores do bairro, líderes e participantes do movimento social, como também a um representante do órgão ambiental do Estado. Para análise dos dados utilizou-se a análise de conteúdo. Os resultados indicaram que as constantes denúncias dos moradores nas missas celebradas pelo vigário da paróquia local, e veiculadas pela televisão, funcionaram como um instrumento bastante eficaz de divulgação junto à sociedade aracajuana dos sofrimentos dos moradores do Bairro América em conseqüência da poluição. Porém a desativação total da fábrica desativação total esteve relacionada a fatores de caráter econômico. Em 2000, a Fábrica de Cimento foi demolida para dar lugar à construção de um condomínio de casas e suas chaminés foram implodidas. Este é um episódio que nos remete à discussão acerca da importância da Educação Ambiental na formação de cidadãos comprometidos com o exercício da cidadania, da justiça social e com a sustentabilidade.

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