Os homens negros e o elo com crianças e jovens: da sociedade escravista até uma discriminação cor-raça profunda

Este artigo apresenta a relação social criada pelo vínculo diário entre as “famílias” das comunidades pobres e negras. É importante dizer que existem poucas publicações sobre esse tema, sendo estas extremamente difíceis de serem encontradas. Referências para essa articulação entre crianças/jovens e homens negros são difíceis de encontrar devido à sociedade escravista que marca esse grupo sociocultural até hoje. É aparente que, no Brasil, os senhores de escravos fizeram todo possível para impedir a criação e desenvolvimento do elo familiar, particularmente entre os filhos e pais escravos. As famílias negras não existiam devido a separação para diferentes locais dentro da fazenda, ocupando cargos diferenciados sobre o regime escravista, eram distribuídos visando a inexistência de contato entre outros escravos de origens, culturas e linguagens distintas. O vínculo existente entre homens negros e as crianças provavelmente tenha se distanciado da forma biológica atual de pai das sociedades mais modernas, esse vínculo pode ser mais comumente encontrado entre tios, avós e padrinhos, do que entre o próprio pai. A proibição sobre o elo entre pais e filhos, na sociedade escravista, pode ter sido vista como uma maneira para prevenir as rebeliões escraviárias. Isso também pode ter auxiliado nos dados atuários sobre mortes de jovens negros (aumento de 28% enquanto declínio de 22% para os jovens brancos entre 2000 e 2009). Os pais e homens adultos que são negros não tem como proteger seus próprios filhos devido à insuficiência do vínculo.

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