A expansão dos cursos de graduação em enfermagem frente às políticas de educação e saúde

O desenvolvimento empreendido no país nas últimas décadas indica a necessidade do aumento do número de brasileiros com um nível de instrução elevado. Nesse entendimento, o Plano Nacional de Educação (PNE), o estabelece, entre outras metas, uma ampliação da oferta de vagas em cursos superiores, compatível com 30% dos jovens. Nesse contexto, observa-se uma tendência expansionista da educação superior. Este estudo exploratório-descritivo com abordagem quantitativa teve como objetivo analisar a expansão, oferta, demanda e limites da educação em enfermagem relacionando-as com as políticas públicas de educação e saúde no país nas duas últimas décadas. Os dados foram coletados através de levantamento bibliográfico, de censos da educação superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP) e documentos oficiais relativos à temática. Verificou-se um aumento no número de vagas e de cursos, totalizando em 2008, 673 cursos distribuídos em todas as regiões. As regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste destacaram-se por um crescimento proporcional elevado do número de cursos. A região Sul apresentou em 2008, um declínio na quantidade de cursos. Os cursos privados continuam apresentando maior expansão quando comparados aos públicos. A região Sudeste continua concentrando o maior número de cursos e vagas, refletindo diferenças socioeconômicas regionais. O aumento de vagas foi mais elevado do que o aumento no número de cursos. Estes achados corroboram com as propostas do PNE oportunizando o ingresso de mais brasileiros no ensino superior. No entanto, concluímos que é preciso expandir, mas com qualidade e vinculação estreita entre o mercado de trabalho e a formação.

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