O objeto direto anafórico: uma análise na língua falada popular de jovens soteropolitanos
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Universidade Catôlica do Salvador
Neste artigo, analisaremos o uso do objeto direto anafórico na língua falada popular de
jovens (de 15 a 24 anos) da cidade de Salvador, capital da Bahia na região Nordeste do país, manifestas
em três variantes; uma considerada padrão: 1. Clítico Acusativo (Com certeza, eh, é o tipo da coisa
assim que meu pai e minha mãe me dá muita confiança, eu tenho muito medo de decepcionar eles, espero
não decepcioná-los) e duas consideradas não-padrão; 2. Pronome Lexical (Lá teve um problema
gravíssimo o ano passado contra esse professor de física, eh, teve um, um aluno que agrediu ele) e 3.
Objeto Nulo (E tem uma prima minha que eu Æ adoro mesmo), usando-se para isso, o corpus do
Programa de Estudos do Português Popular de Salvador (PEPP). Para tanto, tomando-se como
referência para a análise a Teoria da Variação Laboviana, faz-se o levantamento dos contextos
lingüísticos em que ocorre a variação, relacionando-os às variáveis extralingüísticas (chamadas de
variáveis independentes (sociais) em nossa pesquisa): nível de escolaridade e gênero do falante.
