Pod lacrar: a representatividade do profissional de jornalismo LGBTQIA+ Soteropolitano

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Universidade Católica do Salvador
No processo de análise dos espaços ocupados por profissionais da comunicação foi identificada a ausência de comunicólogos LGBTQIAP+ em cargos de âncora ou de apresentador em telejornais baianos, comparada a demanda de profissionais diversificados que o mercado dispõe. A inquietação com esta realidade motivou o desenvolvimento de um projeto de intervenção que discutisse essa questão e que ainda possibilita um acompanhamento de relatos oriundos do tema a partir de uma observação participante, dada a vivência deste pesquisador enquanto integrante de ambos os grupos supracitados. A proposta deste projeto é a criação de um podcast, com entrevistas de profissionais integrantes desse círculo e atuantes na capital baiana, na busca de responder questões sobre o perfil do profissional que o Jornalismo tem exigido e que tem se constituído como instrumento de invisibilização da comunidade LGBTQIAP+ nesse campo da atuação da Comunicação. Essa dificuldade de acesso a esses espaços profissionais é fruto de práticas conservadoras e obsoletas que ainda estão enraizadas na sociedade, marginalizando e desfavorecendo aqueles que não se enquadram no padrão estabelecido. Analisar e propagar quais os fenômenos que ainda sustentam a problemática trazida em questão, são de grande importância para o entendimento dos obstáculos enfrentados por uma pessoa LGBTQIAP+ ao longo do processo de inserção na área e os efeitos causados sobre ela. No decorrer do projeto, são identificados fatores que motivam essa adversidade, a partir de informações adquiridas com entrevistas, pesquisas bibliográficas e de campo. Com a pesquisa bibliográfica é demonstrado os inúmeros fatores que contribuem para a ausência da comunidade LGBTQIAP+ nos cargos de âncora e apresentador no telejornalismo soteropolitano a partir de uma referência de alguém da área. Desse modo, as inferências a seres estabelecidas na pesquisa buscam estimular a reflexão acerca das funções da mídia como instrumentos que deveriam ser não apenas de combate à LGBTfobia, mas também, de visibilidade e respeito às formas de vida que escapolem do padrão imposto na sociedade. Para a pesquisa de campo, é delimitado um universo de entrevistados, selecionando-os com base no critério de região, participação da comunidade e envolvimento com a área da comunicação. Após essa triagem, são coletados os dados para observar se a problemática levantada é uma perspectiva individual ou coletiva.

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