Prevalência de agravos músculo-esqueléticos ocupacionais em fisioterapeutas: resultados preliminares
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Universidade Católica do Salvador
Foi investigada a prevalência de agravos músculo-esqueléticos em fisioterapeutas,
verificando as influências destes na atividade profissional. Realizou-se um estudo descritivo de prevalência com fisioterapeutas formados pela Universidade Católica do Salvador, Bahia, Brasil. Para o estudo, decidiu-se entrevistar todos os egressos entre 1995.2 a 1997.2, perfazendo um total de cinco turmas com 147 fisioterapeutas. O instrumento foi elaborado pelos autores, contendo, além de dados sócio-demográficos, variáveis sobre a existência de agravos diagnosticados (AD) e agravos não diagnosticados (AND) relacionados ao trabalho com duração mínima de três meses. A coleta foi realizada entre os meses de março a maio de 2004, com entrevistas realizadas face-a-face para os residentes em Salvador. Para outras localidades, adotaram-se entrevistas por telefone com data e horas previamente agendadas. Até o atual andamento da pesquisa, foram entrevistados 67 (45,58%) dos 147 Fisioterapeutas selecionados para o estudo. Onze (16,67%) profissionais apresentaram AD e dez (15,15%) relataram AND. Entre os profissionais com AD, a região lombar e punhos foram as mais relatadas com 36,36%. Entre os AND, a região que mais apresentou sintomas foi o ombro. Neurologia foi a especialidade com maior número de associações (AD=36,36% e AND=20%). Mais da metade, de todos os profissionais acometidos precisaram alterar a rotina profissional para continuar trabalhando com fisioterapia (AD=63,64% e AND=50%). A prevalência de agravos ocupacionais foi elevada e muitos profissionais continuaram trabalhando mesmo acometidos por um desconforto músculoesquelético. Pode-se suspeitar que pressões financeiras e empregatícias sobre a atividade do fisioterapeuta tenham influenciado nos resultados obtidos
