As reações de gaia: o aquecimento global e suas conseqüências
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Universidade Católica do Salvador
O cientista inglês James Ephraim Lovelock, após estudar e comparar as atmosferas dos
planetas Marte e Vênus com a da Terra, elaborou no início da década de 1970 a teoria de Gaia. Esta
propõe que a Terra seja considerada como um superorganismo vivo, de modo que a biosfera do planeta é
capaz de criar, sustentar e ajustar suas próprias condições ambientais, que suas partes interagem de
modo a formar um todo e tudo que acontece ao sistema depende de como ele é construído. Este
superorganismo estaria numa constante evolução desde os primórdios da vida e tudo o que acontece a
esse superorganismo seriam reações às ações causadas por seus habitantes. Essas mudanças são
características naturais do planeta, mas que sofreram e vêm sofrendo constante influência antrópica.
Devido à intervenção do homem, essas reações passaram a ser bastante alteradas e influenciadas,
provocando uma alteração significativa no planeta. Uma conseqüência disso é o aquecimento global, um
fenômeno de escala mundial. Durante os últimos 60 anos a atmosfera da Terra vem sofrendo uma
constante alteração devido ao aumento das emissões de gases do efeito estufa, que traz graves
conseqüências para todos os seus habitantes, de modo a mudar sensivelmente o clima do planeta. Esse
fenômeno seria um mecanismo não intencional da Terra para tentar manter uma ordem, um sistema
aleatório de defesa que teria como prioridade eliminar o agente causador dessa alteração. Suas
conseqüências já podem ser vistas no mundo todo, desde furacões mais intensos, derretimentos de
geleiras a aumentos recordes de temperaturas elevadas em várias partes de mundo, influenciando
diretamente na biodiversidade de animais e plantas. Desta maneira, propomos o aquecimento global
como uma reação de Gaia para o que vem acontecendo com ela. Neste trabalho sugerimos aceitar essa
ideologia para que tentemos mudar o rumo de uma previsão futura ameaçadora para a Terra.
