Características ocupacionais e transtornos psíquicos em trabalhadores de saúde de um hospital universitário
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Universidade Católica do Salvador
O trabalho em saúde implica sobrecarga psíquica imoirtante para os profissionais,
com situações de sofrimento e responsabilização muito grande, sem apresentar autonomia correspondente. Não bastasse o trabalho em turnos, mostra-se como fator capaz de induzir transtornos psíquicos. Metodologia: Trata-se de estudo tipo corte transversal que investigou as atividades dos trabalhadores de saúde do Hospital Universitário (HUPES) - amostra de conveniência, e os problemas de saúde psíquica referidos. Foi utilizado questionário padronizado, com parte das questões do formulário Karasek, para avaliação das condições psicossociais do trabalho. Resultados: Foram estudados 72 trabalhadores de saúde, 83,1% mulheres, com idade média de 36,12 anos ± 9,32. O tempo de trabalho médio foi de 11,4 anos ± 8,76. 50% da amostra é plantonista, enquanto 36,8% trabalham como diaristas. Quanto às características organizacionais do trabalho, 52,8% acreditam que são solicitados a realizar volume excessivo de trabalho e 64,3% afirmam que seu trabalho é realizado em ritmo acelerado. 73,6%, indicaram que suas tarefas são freqüentemente interrompidas e 81,3% concordam que esperar pelo trabalho de outros torna suas tarefas mais demoradas. Sobre relações interpessoais, 83,3% estão submetidos a conflitos com colegas, paciente e familiares. Sobre os riscos, a possibilidade de sofrer violência física foi apontada por 37,1% e de assédio moral por 11,4%. A prevalência de depressão foi de 8,7% e de fadiga crônica 4,3%. Conclusão: Questões relacionadas à organização do trabalho caracterizar o trabalho dos profissionais de saúde, não havendo autonomia e controle no trabalho, mostram-se como fatores controláveis através de interferências na organização do trabalho.
