Perdas invisíveis: um estudo psicossocial sobre o luto não reconhecido em migrantes forçados

creativework.keywordsCiências da Saúde
creativework.keywordsPsicologia
creativework.publisherPró-Reitoria de Graduação, Extensão e Ação Comunitária
creativework.publisherEscola de Ciências Naturais e Saúde
dc.contributor.authorGruden, Marianna
dc.contributor.authorHide, Eurides Simões Soares (Orient.)
dc.contributor.authorLauria, Ana Luisa Dias (Membro da Banca)
dc.contributor.authorSena, Isael de Jesus (Membro da Banca)
dc.date.accessioned2026-02-10T19:11:25Z
dc.date.available2026-02-10T19:11:25Z
dc.date.issued2025-12-11
dc.description.abstractO presente estudo investigou como imigrantes forçados experienciam o luto não reconhecido durante o processo de adaptação ao Brasil, considerando suas dimensões relacionais, identitárias, culturais e corporais. Fundamentada nas contribuições de Doka (1989) sobre o luto não reconhecido, de Boss acerca da perda ambígua e de Sayad sobre a migração como fato social total, a pesquisa analisou formas de perda invisibilizada que atravessam a migração involuntária e que raramente encontram reconhecimento social. Trata-se de um estudo qualitativo, de caráter exploratório e descritivo, desenvolvido por meio de entrevistas semiestruturadas com três participantes adultos provenientes da Venezuela e de Cuba, selecionados a partir de redes comunitárias e instituições de acolhimento. Os dados foram examinados por meio de Análise Temática, permitindo a organização das narrativas em três eixos: (1) experiências de perda e ruptura; (2) reconhecimento ou invisibilidade social dessas perdas; e (3) repercussões emocionais, identitárias e corporais. Os resultados evidenciam que a migração forçada implica em um conjunto de perdas multidimensionais, culturais, profissionais, materiais e relacionadas à continuidade da vida cotidiana, que desestabilizam referências, práticas e posições sociais previamente constituídas. Observou-se que a ausência de reconhecimento institucional e social dessas perdas contribui para a sensação de descontinuidade, invisibilidade e fragilização da identidade. Ademais, as narrativas revelam repercussões corporais e psicossociais relacionadas ao impacto dessas rupturas, como dificuldades de orientação no novo contexto, tensões corporais e desafios na reorganização da vida cotidiana. Conclui-se que o luto não reconhecido constitui elemento estruturante da experiência migratória forçada, afetando a reconstrução identitária e a inserção social no país de destino. O estudo amplia o debate sobre migração e saúde mental ao destacar a necessidade de políticas públicas e práticas de acolhimento sensíveis às múltiplas perdas vividas pela população migrante.
dc.identifier.urihttps://ri.ucsal.br/handle/123456789/5838
dc.language.isopt
dc.publisherUCSal - Universidade Católica do Salvador
dc.subjectMigração forçada
dc.subjectLuto
dc.subjectSaúde mental
dc.titlePerdas invisíveis: um estudo psicossocial sobre o luto não reconhecido em migrantes forçados
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso

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