Tradução intersemiótica: atravessando fronteiras, do texto literário ao cinema
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Universidade Catôlica do Salvador
O cinema, mais que um suporte, é uma nova linguagem, infinitamente diferente da
linguagem verbal, ou seja, entramos em dois campos, com significados diferentes, porém de diálogo
permanente. Os códigos em cada obra são diferentes e apresentam uma zona de interseção entre eles.
Assim, analisamos a construção de paradigmas (os personagens e suas ações) e de sintagmas (as tramas
e subtramas entre personagens e ações, construção esta que segundo Pignatari (1987) acaba resultando
numa espécie de figura ou modelo mental, num quadro visual, num diagrama que é o resumo da
narrativa e que é também um ícone. Para as analises, adotei a teoria da tradução intersemiótica
desenvolvida por Júlio Plaza (2003), que acredita, por seu caráter de transmutação de signo em signo,
que qualquer pensamento é necessariamente tradução. Se há pensamento, há tradução do que está
presente à consciência, sejam imagens, sentimentos (que já são signos) ou outras concepções
representacionais. Notamos que as opções de cada autor precisam ser entendidas e, sobretudo
respeitadas já que não existe uma sistematização de procedimentos, tornando cada caso único e
particular.
