Ser a primeira: responsabilidades, expectativas familiares e seus efeitos na subjetividade da filha mais velha

creativework.keywordsCiências da Saúde
creativework.keywordsPsicologia
creativework.publisherPró-Reitoria de Graduação, Extensão e Ação Comunitária
creativework.publisherEscola de Ciências Naturais e Saúde
dc.contributor.authorSantos, Ana Clara Reis dos
dc.contributor.authorHide, Eurides Simões Soares (Orient.)
dc.contributor.authorMachado, Juliana dos Santos (Membro da Banca)
dc.date.accessioned2026-08-12T12:54:06Z
dc.date.available2026-08-12T12:54:06Z
dc.date.issued2026-06-11
dc.description.abstractA posição ocupada pela filha mais velha no contexto familiar costuma estar associada à atribuição precoce de responsabilidades relacionadas ao cuidado, à mediação de conflitos e à manutenção do bem-estar dos demais membros da família. Considerando a articulação entre ordem de nascimento, papéis de gênero e processos de subjetivação, este estudo teve como objetivo analisar de que forma as responsabilidades e expectativas atribuídas às primogênitas influenciam a construção da identidade, as relações interpessoais e a saúde mental de jovens mulheres. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, realizada com três mulheres, entre 20 e 25 anos, que ocupam a posição de filhas mais velhas em suas famílias. A produção dos dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, analisadas a partir da técnica de Análise de Conteúdo proposta por Bardin. Os resultados evidenciaram experiências de parentificação funcional e emocional, caracterizadas pela assunção precoce de responsabilidades domésticas, educativas e afetivas, bem como pela mediação de conflitos familiares. As participantes relataram sentimentos recorrentes de sobrecarga, autocobrança, perfeccionismo e dificuldade em estabelecer limites nas relações interpessoais, além da tendência à priorização das necessidades alheias em detrimento das próprias. Observou-se ainda que as expectativas familiares e sociais associadas ao gênero contribuíram para a naturalização dessas responsabilidades, influenciando significativamente os processos de construção identitária e a percepção de valor pessoal. Conclui-se que a experiência da primogenitura feminina, quando associada à responsabilização precoce e às desigualdades de gênero, pode produzir impactos duradouros na subjetividade, nas relações interpessoais e no bem-estar psicológico. O estudo contribui para ampliar as discussões sobre gênero, cuidado, parentificação e saúde mental feminina, oferecendo subsídios para a compreensão de experiências frequentemente naturalizadas no contexto familiar.pt
dc.identifier.urihttps://ri.ucsal.br/handle/123456789/5986
dc.language.isopt
dc.publisherUCSal - Universidade Católica do Salvador
dc.subjectPrimogenitura feminina
dc.subjectParentificação
dc.subjectIdentidade
dc.subjectGênero
dc.subjectRelações interpessoais
dc.subjectSaúde mental
dc.titleSer a primeira: responsabilidades, expectativas familiares e seus efeitos na subjetividade da filha mais velhapt
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso

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