A resistência da lavoura cacaueira no vale do Jequiriçá – Ba
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Universidade Católica do Salvador
O presente trabalho visa a analisar a resistência da cacauicultura no Vale do Jequriçá-Ba e sua dinâmica desde 1972, período de difusão dessa cultura na área pela CEPLAC (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira), até o ano de 2000. O Vale do Jequiriçá faz parte da região econômica Recôncavo Sul e compreende, hoje, quatro municípios: Mutuípe, Jequiriçá, Laje e Ubaíra. Essa região possui uma estrutura fundiária minifundista, na qual, em 1995, 79,20% das propriedades estavam situadas numa faixa de 10 hectares. (CAR, 1999).
O subespaço Vale do Jequiriçá possui uma ocupação recente se comparado ao Recôncavo Tradicional. Só a partir do século XIX e início do século XX o seu povoamento foi implementado, devido aos sucessivos desmembramentos da Vila de Valença. As rotas de gado contribuíram para adensar o povoamento, pois essa área situa-se próxima às fronteiras do Sul e Sudeste, sendo um importante elo de ligação com o Recôncavo Baiano. A interiorização da lavoura fumageira também foi outro fator que impulsionou o povoamento, coexistindo sempre com as lavouras de subsistência. O café foi outra cultura que exerceu grande influência na área, perdendo expressão nos anos 30, com a crise internacional. Em 1972, o Vale do Jequiriçá passou a cultivar a lavoura cacaueira, sendo difundida pela CEPLAC. Com condições edafoclimáticas adequadas para tal cultivo, essa área começou a
produção. Os solos da área são profundos, apesar da baixa fertilidade natural, as temperaturas médias da ordem de 23,4°C a 24,0°C e a pluviosidade média de 800 a 1400 mm ao ano. Sendo assim, o clima varia entre seco a subúmido e úmido a subúmido. É evidente que tais condições não podem ser comparadas às do Sul da Bahia, mas não representam um entrave para a cacauicultura local.
