A arte de amar: a Logoterapia como uma resposta à problemática do amor e dos relacionamentos contemporâneos

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Universidade Católica do Salvador
A observação e análise do campo das relações interpessoais ditas “amorosas”, contemporaneamente, permite constatar que o ser humano parecer não “saber amar” ou viver num tempo de pseudoamor... Como Bauman (1925-2017) diria, tempos de amor líquido... tempo em que as pessoas se relacionam em busca de retorno imediato, evidenciando uma incapacidade de dedicação genuína ao outro, uma valorização de superficialidades e consumos, e investimento em relações pautadas prioritariamente no ter e distanciadas do ser. E ainda denunciando uma incapacidade de definir a natureza desse afeto e uma banalização do uso da palavra “amor”, passa-se a nominar qualquer manifestação, minimamente afetiva, de amor, gerando assim uma desqualificação do fenômeno, desconsiderando sua relação saudável com outras manifestações do comportamento humano no campo interpessoal, tais como: desejo, impulso e atitudes sexuais e eróticas. Torna-se, portanto, imprescindível, inclusive numa perspectiva de resgate, intervenção e promoção da saúde integral do ser humano, estudar e conceituar melhor esse fenômeno humano, abordando-o a partir de uma perspectiva existencial, fenomenológica, considerando sua essência e qualidade noética, tal qual nos permite fazê-lo a Logoterapia e Análise Existencial, corrente psicológica criada pelo neurologista, psiquiatra e filósofo Viktor Emil Frankl (1905-1997), que define o amor como um aspecto da autotranscêndencia humana e trata a atitude de amor como sendo a única forma de tocar na dimensão espiritual do ser, aquela que o torna único e insubstituível, e de encontrar o sentido de sua existência . Essa parece-nos ser uma resposta saudável à problemática do amor e das relações contemporâneas.

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