Pós-graduação em gerontologia: qual o perfil do profissional que busca a especialização nesta área?

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Universidade Católica do Salvador
A pós-graduação em Gerontologia no Brasil teve início no eixo sul-sudeste. Na Bahia iniciativas isoladas têm sido observadas, sem apresentar, contudo, um caráter de continuidade. O objetivo deste trabalho é traçar o perfil do profissional que busca Especialização em Gerontologia. Esta pesquisa constitui-se de um estudo descritivo de natureza quantitativa. A coleta de dados foi realizada através de formulários, ficha de inscrição e curriculum vitae de 55 profissionais selecionados em um Programa de Pós-Graduação em Gerontologia (2000-2003). As variáveis de estudo foram: sexo, idade, estado civil, naturalidade, formação acadêmica, instituição de origem, existência de disciplina correlata na graduação, realização anterior de cursos de pós-graduação, busca espontânea por especialização na área. Os resultados evidenciam a predominância do sexo feminino (87,3%), solteiros (49,1%), Assistentes Sociais (30,9%) e Fisioterapeutas (20%), trabalhadores do setor privado (60,4%), não realização anterior de Pós Graduação (67,2%) e busca espontânea por especialização (100%). Dentre aqueles com pós-graduação anterior, não se observaram cursos na área de Gerontologia. 85% dos profissionais com experiência na área não realizaram treinamento para o trabalho com idosos, ou curso de extensão universitária. Em apenas um dos 16 cursos da graduação de origem, havia uma disciplina relacionada à área do envelhecimento, como preconiza a Política Nacional do Idoso. Deve-se salientar o quadro de heterogeneidade existente, refletindo tanto a qualificação acadêmica, quanto a oportunidade de capacitação anterior, podendo-se supor uma carência de recursos humanos especializados para o atendimento ao idoso em nosso meio

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