Investigação sobre o Flebótomo Lutzomyia Cortelezzii como possível vetora de Leishmaniose visceral canina
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Universidade Católica do Salvador
O controle da leishmaniose visceral americana (LVA) constitui-se um problema de difícil solução devido à inexistência de maiores conhecimentos sobre os fatores que interagem a cadeia de transmissão da doença. A Lutzomyia longipalpis é considerada a sua principal vetora, mas existem áreas com leishmaniose visceral canina, conforme publicados em alguns trabalhos da literatura, onde não existe essa vetora. Investigamos a transmissão da LVA por outras espécies de flebotomíneos, destacandose primeiramente o possível envolvimento da Lutzomyia cortelezzii na transmissão da doença. Utilizando armadilhas luminosas CDC, foram realizadas capturas de flebotomíneos na cidade de Salvador (BA) e seus arredores, em locais onde estão ocorrendo casos de LVA canina. No Bairro de Itapuã, apesar de inúmeras tentativas de captura, até o presente, não foi encontrada a L. longipalpis. No entanto, foi marcante a presença de L. cortelezzii, em vários locais da Cidade, como nos bairros de Brotas, Pituba, Caminho das Árvores e outros, dentro de domicílios. Neste último bairro, exemplares dessa espécie foram capturados sugando hamster criado como animal de estimação. Coletas estão sendo realizadas, objetivando colonizar essa espécie em laboratório, para a realização de estudos de infecção experimental. O estudo de outras espécies de flebotomíneos, a exemplo da L. cortelezzii se faz necessário para verificar a importância desses dípteros como transmissores de leishmânias.
