Aspectos morfométricos em espécimes alopátricas de boa constrictor (Linnaeus, 1758) na região metropolitana de Salvador.
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Universidade Católica do Salvador
Espécies de origens distintas, mesmo em táxons muito próximos, podem revelar padrões
morfofisiológicos distintos. Objetivou-se discutir a morfometria de Boa constrictor em dois ambientes de
restinga na Região Metropolitana de Salvador. Os exemplares foram amostrados nos anos de 2003 e
2004, nas regiões de Restinga Arbórea (RA) dos bairros de Pituaçu, Piatã, Patamares e Restinga de
Moita (RM) do Abaeté, Stella Maris e Praias do Flamengo onde foram inferidas medidas morfométricas
de comprimento total (CT), comprimento rostro-anal (CRA), comprimento caudal (CC) além do sexo.
Constatou-se em restinga arbórea uma tendência de indivíduos maiores, onde a disponibilidade de
microhabitats para a fauna local é maior, o que provavelmente contribuiria com a oferta e ou freqüência
alimentar de B. constrictor. Além disso o fato de a Restinga Arbórea apresentar uma vegetação com
fisionomia arbustiva e arbórea pode compensar as exigências térmicas desta espécie, fazendo com que a
mesma se mantenha em menor atividade, reduzindo, de alguma forma, suas exigências metabólicas e
garantindo maior energia para o crescimento. Quando avaliados os sexos, pôde-se perceber que os
machos, dentro da amostra como um todo, apresentaram um padrão morfométrico maior que as fêmeas,
porém é necessário atentar quanto ao fato de algumas fêmeas tenderem a apresentar maior padrão
morfométrico quando em gestação, principalmente em espécies vivíparas e ovovivíparas, que é o caso da
espécie estudada.
