Desenvolvimento da esquistossomose no modelo do hamster
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Universidade Católica do Salvador
A infecção pelo Schistosoma mansoni num animal susceptível desencadeia, após cerca de 08
semanas, uma reação granulomatosa (granulomas esquistossomóticos). Na esquistossomose a reação
granulomatosa se forma em resposta à liberação de produtos do miracídio. O fígado é o órgão mais
atingido e o mais estudado nessas infecções, mas o presente trabalho procura observar reações em
outros órgãos tais como: intestino, rim, baço e pulmão. O presente trabalho consistiu em reproduzir a
infecção pelo S. mansoni no hamster, como treinamento para a reprodução do ciclo vital do parasito, e
para o estudo histopatológico dos principais aspectos da esquistossomose no dito hospedeiro. Na
metodologia, foram utilizados 05 hamsters dourados (Cricetus auratus) do sexo feminino com peso
variável entre 120g e 155g, que foram infectados com 100 cercárias da cepa de Belo Horizonte e
sacrificados após 08 semanas de infecção. Algumas técnicas foram utilizadas como: infecção do hamster,
exame parasitológico de fezes, contagem de ovos nos tecidos, e a técnica de imunofluorescência para
identificação de antígenos nos tecidos. Os resultados do presente estudo demonstraram que todos os
animais ficaram infectados (positivos ao exame parasitológico). O fígado mostrou-se com lesões, com
alguns granulomas espalhados pelo parênquima hepático e também com alguns granulomas
pluriovulares envolvidos por células epitelióides, bem delimitados. No tecido pulmonar foi detectado um
granuloma periovular. Os rins exibiram estrutura histológica dentro dos limites normais. O baço
apresentou-se congesto, mas sem reação de polpa branca, com manutenção da mesma dentro dos limites
normais. Já o intestino, principalmente do animal de número 05, demonstrou ter sido atingido nas
camadas muscular e serosa, indicativo de infecção forte com granulomas no intestino delgado e grande
quantidade de ovos na mucosa.
