Trajetórias linguístico-raciais de quilombolas na escola.
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Universidade Católica do Salvador
O artigo discute as relações (des)construídas no contexto escolar, no campo da
linguagem e das relações raciais, com base em relatos de quilombolas egressos do ensino
médio, em Rio de Contas, na Bahia, enfocando a relação entre a variação lingüística e o
desempenho, principalmente na área de Língua Portuguesa. Destaca-se aqui, também, a
importante participação das línguas africanas, faladas pelos negros que para o Brasil foram
trazidos para serem escravizados, na formação do português brasileiro. Considera-se que as
relações lingüístico-raciais se dão de forma discriminatória, tanto por esses indivíduos serem
negros, quanto por serem usuários de uma modalidade lingüística do português estigmatizada
por ser considerada distante da chamada “norma culta”. A análise teve como referencial
teórico os estudos de Bagno, Bortoni-Ricardo, Mota, Pessoa de Castro e Soares, no âmbito da
produção da linguagem no contexto sócio-cultural.
