A ritualística do culto aos orixás: caminhos para uma outra consciência ambiental
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Universidade Católica do Salvador
Este artigo quer apresentar o “lugar” de Ossain, orixá das folhas, para o culto aos orixás, com
o intuito de travar uma discussão entre a lógica ocidental capitalista (SANTOS, M. 2006, p.100) e a
lógica dos rituais nagôs5. Entende-se que a primeira busca a utilização da natureza por meio de uma
visão imediatista pautada pelo mercado e o consumo, enquanto a segunda, vê a natureza como permeada
pelo axé dos Orixás e, assim, devendo ser preservada, uma vez que nela se deposita e se veicula o axé.
Para tanto, utilizaremos os textos mitológicos referentes ao orixá Ossain6, conforme apresentados pelo
professor Reginaldo Prandi em seu Mitologia dos Orixás (2001). A discussão dos textos mitológicos se
justifica, vez que os terreiros reproduzem os mitos em seus rituais. Nossa metodologia também procura
ouvir outras vozes como Pierre Verger (2002, 1995), Ordep Serra (2006), Elbein dos Santos (1986), a
fim de que, parafraseando Geertz (1989), ao conversarem dialeticamente produzam um discurso
simbólico que possa ser interpretado semioticamente, desvelando, os significados mais profundos do
culto.
