Um desafio sexagenário: a inserção da abordagem de gênero e etnia no processo de formação profissional em serviço social na Bahia
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Universidade Católica do Salvador
O artigo pretende contribuir com a reflexão sobre a ausência histórica de disciplinas
relacionadas às questões de gênero e etnia nos cursos de Serviço Social, em especial na Bahia. O
entendimento é de que esta ausência remete às Instituições de Ensino que desenvolvem o curso de
Serviço Social a um desafio sexagenário, pois a primeira Escola de Serviço Social na localidade existe
há seis décadas, onde funciona até hoje em Salvador. Contudo este tempo de existência não foi propulsor
até o momento de uma discussão mais aprofundada sobre a temática, o que representa uma contradição,
já que a categoria de assistentes sociais desde a sua gênese até os dias atuais, está composta
eminentemente por mulheres possuindo ainda, no caso baiano, outro traço característico que é a questão
relacionada à etnia, sobretudo, no que diz respeito à cultura afro-brasileira. Além destes traços que
envolvem a profissão, é preciso atentar também para as particularidades que acometem os usuários dos
serviços prestados pelas (os) assistentes sociais, que também vivenciam no seu cotidiano inflexões
decorrentes das questões de gênero e etnia. Neste sentido, as inferências que serão aqui apresentadas,
propõem um repensar desta questão, na defesa de que a abordagem das relações de gênero e etnia,
sejam incorporadas nas discussões acadêmicas no âmbito do Serviço Social.
