Os impactos das operações de empresas brasileiras em paraísos fiscais na arrecadação tributária do brasil: uma análise sobre erosão fiscal e planejamento tributário internacional
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UCSal - Universidade Católica do Salvador
O presente trabalho analisa os impactos das operações realizadas por empresas brasileiras em paraísos fiscais sobre a arrecadação tributária nacional, enfatizando fenômenos da erosão da base tributária nacional e planejamento tributário internacional. Em um cenário de globalização econômica e elevada mobilidade de capitais, empresas multinacionais utilizam jurisdições de baixa tributação para reduzir sua carga fiscal. Nesse contexto, a pesquisa busca compreender como essas operações afetam a arrecadação tributária brasileira e desafiam a efetividade dos mecanismos de controle fiscal. O trabalho se justifica pela necessidade de aprofundar a compreensão acerca dos efeitos dessas estratégias para com a capacidade arrecadatória do Estado brasileiro. O objetivo geral é analisar os impactos das operações realizadas por empresas brasileiras em paraísos fiscais sobre a arrecadação tributária nacional. Como objetivos específicos, busca-se descrever as características principais dos paraísos fiscais, identificar as formas de planejamento tributário utilizadas por empresas multinacionais para reduzir sua carga tributária, examinar o fenômeno do Profit Shifting e avaliar a efetividade dos instrumentos normativos adotados pelo Brasil para combater a erosão da base tributária. A pesquisa possui natureza qualitativa, abordagem descritivo-analítica e fundamenta-se em revisão bibliográfica e documental, com base em doutrina, normas jurídicas e relatórios especializados. Os resultados demonstram que, embora muitas operações em paraísos fiscais sejam lícitas e enquadradas como elisão fiscal, seus efeitos contribuem para a redução da arrecadação tributária brasileira, favorecendo o deslocamento de lucros para jurisdições de baixa tributação e dificultando a fiscalização estatal. Conclui-se que os paraísos fiscais atuam tanto como instrumentos legítimos de planejamento tributário quanto como ambientes propícios a práticas que enfraquecem a arrecadação pública, evidenciando a necessidade de fortalecer a cooperação internacional e os mecanismos de controle tributário.
