Um olhar interseccional sobre a saúde das mulheres negras do Bairro da Massaranduba
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Universidade Católica do Salvador
This course completion work (TCC) comes from my concerns as a resident of the
Massaranduba neighborhood and student of Social Work, whose objective was
to understand the health of black women, poor in peripheral territory, from the
intersectional view of the race categories , gender, class and territory, and how
these interactions reverberate in the health-disease process of black women
living in the neighborhood of Massaranduba, located in the Itapagipe peninsula,
based on the decolonial conception of black feminist epistemologies, which deal
with the view that no one better than us, to describe the reality we are inserted
in, as well as the theoretical support of a dialectical Marxist approach to
understand how the social determinants of health, these historical and social
structures, contribute to the illness of black women from colonialism to the
segregation of bodies on the periphery. Thus, the research presented here
unfolds from the documentary study, where I sought through a retrospective path
to understand what it is to be a black woman, to understand the effects of racism
in contemporary times and how this is determinant for the health-disease process
of women black woman living in Massaranduba.
Esta monografia é fruto das minhas inquietudes enquanto moradora do bairro
Massaranduba e estudante de Serviço Social, cujo objetivo, foi compreender a
saúde da mulher negra, pobre em território de periferia, a partir do olhar
interseccional das categorias raça, gênero, classe e território, e como essas
interações reverberam no processo saúde- doença da mulher negra residente
do bairro da Massaranduba, este localizado na península de Itapagipe, a partir
da concepção decolonial das epistemologias feministas negras, que versam
sobre a ótica de que ninguém melhor que nós para descrevermos a realidade
em que estamos inseridas, como também do suporte teórico de abordagem
marxista dialético para compreender como os determinantes sociais da saúde,
estes estruturas históricas e sociais, contribuem para o adoecimento da mulher
preta, desde o colonialismo à segregação dos corpos na periferia. Assim, a
pesquisa ora apresentada se desdobra a partir do estudo documental, onde
busquei através de um caminho retrospecto entender o que é ser mulher preta
na sociedade, para entender os efeitos do racismo na contemporaneidade e
como este é determinante para o processo saúde-doença da mulher negra
moradora do bairro Massaranduba.
