Política indigenista, racismo institucional e cidadania indígena: impactos sobre os povos indígenas e a FUNAI a partir da Coordenação Regional Xavante em Barra do Garças/MT
| creativework.keywords | Sociais e Humanidades | |
| creativework.keywords | Multidisciplinar | |
| creativework.publisher | Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação | |
| creativework.publisher | Políticas Sociais e Cidadania | |
| dc.contributor.author | Faveri, Mariana Miyke de | |
| dc.contributor.author | Figueirêdo, Maria Gorete Borges (Orient.) | |
| dc.contributor.author | Cunha Júnior, Dirley da (Membro da Banca) | |
| dc.contributor.author | Borges, Águeda Aparecida da Cruz (Membro da Banca) | |
| dc.date.accessioned | 2026-04-08T15:31:10Z | |
| dc.date.available | 2026-04-08T15:31:10Z | |
| dc.date.issued | 2026-02-24 | |
| dc.description.abstract | A presente dissertação analisa a política indigenista brasileira a partir da articulação entre racismo institucional, cidadania indígena e a atuação estatal no âmbito da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), tomando como referência empírica a Coordenação Regional Xavante (CR-XAV), situada em Barra do Garças/MT. Apesar dos avanços normativos introduzidos pela Constituição Federal de 1988 – que reconheceu os povos indígenas como sujeitos de direitos e rompeu formalmente com o paradigma tutelar – persistem, no cotidiano das relações institucionais, práticas e discursos que reproduzem concepções discriminatórias e assimétricas. O estudo parte da compreensão de que tais condutas incidem tanto sobre os povos indígenas, em especial o povo Xavante, quanto sobre a própria FUNAI, frequentemente demandada de forma indevida por outros órgãos estatais, em desconsideração aos limites de sua missão institucional. A pesquisa adota abordagem qualitativa, fundamentada na pesquisa-ação, articulando levantamento bibliográfico, análise documental, exame da legislação pertinente e aplicação de questionários a indígenas Xavante em contexto urbano, servidores da CR-XAV e servidores de instituições que mantêm interlocução com a unidade. Os dados empíricos foram tratados por meio da análise de conteúdo. Os resultados evidenciam a persistência de práticas institucionais marcadas pelo racismo institucional, pela fragilidade informacional de órgãos públicos e pela continuidade de concepções associadas à lógica da tutela, impactando a efetividade da política indigenista e a concretização da cidadania indígena. Conclui-se que a discriminação analisada opera de forma estrutural, impondo limites à atuação institucional da FUNAI e à efetivação dos direitos dos povos indígenas, o que aponta para a necessidade de revisões formativas e interinstitucionais no campo da política indigenista. | pt |
| dc.identifier.uri | https://ri.ucsal.br/handle/123456789/5883 | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.publisher | UCSal - Universidade Católica do Salvador | |
| dc.subject | Política indigenista | |
| dc.subject | Racismo institucional | |
| dc.subject | Cidadania indígena | |
| dc.subject | FUNAI | |
| dc.subject | Povo Xavante | |
| dc.title | Política indigenista, racismo institucional e cidadania indígena: impactos sobre os povos indígenas e a FUNAI a partir da Coordenação Regional Xavante em Barra do Garças/MT | pt |
| dc.type | Dissertação |
