Democracia racial, território e justiça itinerante: uma análise crítica do acesso à justiça no Brasil

creativework.keywordsCiências Sociais Aplicadas
creativework.keywordsDireito
creativework.publisherPró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação
creativework.publisherAlteridade e Direitos Fundamentais
dc.contributor.authorLeão, Ilton Vieira
dc.contributor.authorGordilho, Heron José de Santana (Orient.)
dc.contributor.authorSilva, Tagore Trajano de Almeida (Membro da Banca)
dc.contributor.authorSilva, Arthur Stamford da (Membro da Banca)
dc.contributor.authorAraújo, Fábio Roque da Silva (Membro da Banca)
dc.date.accessioned2026-03-30T20:13:12Z
dc.date.available2026-03-30T20:13:12Z
dc.date.issued2026-02-26
dc.description.abstractA presente dissertação analisa a Justiça Itinerante no Brasil à luz do debate sobre democracia racial e das desigualdades estruturais que condicionam o acesso à justiça de populações negras. Partindo da crítica ao mito da democracia racial e das contribuições da geografia crítica de Milton Santos, sustenta-se que a racialização do território brasileiro produz padrões específicos de exclusão institucional, afetando de modo desproporcional a presença e a efetividade do Estado em regiões de maioria negra. Nesse contexto, investiga-se se a Justiça Itinerante, prevista no art. 126 da Constituição e regulamentada pelo Conselho Nacional de Justiça, se revela instrumento eficaz de democratização do acesso à justiça ou se reproduz, ainda que involuntariamente, a lógica de invisibilidade racial que marca a formulação e a implementação de políticas públicas no país. Metodologicamente, trata-se de pesquisa qualitativa de caráter teórico-empírico, que articula análise normativa, revisão teórica crítica e cruzamento de dados estatísticos. Foram examinados atos normativos e relatórios do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho da Justiça Federal, bem como indicadores sociorraciais do IBGE relativos aos territórios atendidos por ações itinerantes. O cruzamento entre esses dados permitiu identificar padrões de escolha territorial, omissões institucionais e possíveis desconexões entre a política pública e as áreas de maior concentração de população negra. Os resultados evidenciam que, embora a Justiça Itinerante represente avanço institucional relevante, sua implementação carece de diretrizes racialmente orientadas e de mecanismos de monitoramento capazes de avaliar seus impactos sobre populações negras. Conclui-se que a política possui potencial para promover maior equidade no acesso à justiça, mas sua efetividade depende do reconhecimento explícito das desigualdades raciais e territoriais que estruturam o sistema de justiça brasileiro.pt
dc.identifier.urihttps://ri.ucsal.br/handle/123456789/5879
dc.language.isopt
dc.publisherUCSal - Universidade Católica do Salvador
dc.subjectDemocracia racial
dc.subjectAcesso à justiça
dc.subjectJustiça itinerante
dc.subjectDesigualdades raciais
dc.subjectTerritório
dc.titleDemocracia racial, território e justiça itinerante: uma análise crítica do acesso à justiça no Brasilpt
dc.typeDissertação

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