Infância, afro-descendência e produção de conhecimento no cenário escolar baiano: por uma epistemologia crítica no ensino fundamental
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Universidade Católica do Salvador
O conhecimento produzido pela infância afro-descendente tem-se constituído em objeto de preocupações fecundas porque, neste milênio, emerge a necessidade urgente de revisar o projeto da racionalidade moderna, a fim de “desconstruir” alguns dos seus imperativos. A razão cognitivoinstrumental, o homem da objetividade, a lógica das verdades absolutas e esmagadoras a favor do adulto branco, do europeu, do norte-americano, a separação homem-natureza são algumas das
dimensões que justificaram e legitimaram a modernidade e os seus processos de exclusão, negação e silenciamentos. Partindo desse pressuposto, e tomando o contexto do “processo moderno de colonização do Brasil” como fundamento histórico, este projeto de pesquisa tem como objeto um aspecto pouco
estudado na história contemporânea da educação brasileira: a produção de conhecimento da criança afro-descendente e conseqüentemente a epistemologia que fundamenta essa produção, visto que aquilo que muito se encontra, na melhor das hipóteses, em nível de produções acadêmicas, são estudos
relativos ao racismo e à baixa auto-estima dessas crianças. Tomam-se sujeitos situados na relação infância e afro-descendência, por acreditar-se que ainda se encontram socialmente excluídos, negados e silenciados, principalmente a partir do conhecimento do que ‘poderiam’ construir a partir da valorização de sua etnia. Produção de pensamento, formação e existência, enquanto criança afrodescendente, são os eixos organizadores do estudo.
