A criança intersexo tem nome e sobrenome

creativework.keywordsSociais e Humanidades
creativework.keywordsMultidisciplinar
creativework.publisherPró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação
creativework.publisherFamília na Sociedade Contemporânea
dc.contributor.authorAlmeida, Luana Lemos de
dc.contributor.authorSá, Sumaia Midlej Pimentel (Orient.)
dc.contributor.authorLima, Isabel Maria Sampaio Oliveira (Coorient.)
dc.contributor.authorSouza, Andréa Santana Leone de (Membro da Banca)
dc.contributor.authorCampinho, Ana Karina Figueira Canguçú (Membro da Banca)
dc.contributor.authorRabinovich, Elaine Pedreira (Membro da Banca)
dc.date.accessioned2025-04-02T20:43:29Z
dc.date.available2025-04-02T20:43:29Z
dc.date.issued2021-03-26
dc.description.abstractA indefinição sexual decorrente da condição intersexo suspende a resposta à clássica pergunta direcionada aos pais: “É menino ou menina?”; até que o sexo seja designado pela equipe médica. A necessidade de designação de sexo nos documentos de identificação civil e o entrelaçamento cultural entre prenome e gênero tornam-se empecilhos à efetivação do registro de bebês intersexo e, por consequência, da efetivação do seu direito ao nome. O presente estudo configura-se a partir da análise da construção do nome da criança intersexo por sua família. Para tanto, esta dissertação organiza-se por meio da composição de dois artigos, cujos objetivos delineiam-se da seguinte forma: o primeiro artigo objetiva identificar como o direito ao nome da criança intersexo é abordado na produção acadêmica stricto sensu brasileira, na literatura e na legislação (nacional e internacional); o segundo artigo visa discutir como a família constrói o nome da criança intersexo, a partir das entrevistas realizadas com pais de crianças intersexo e profissionais de saúde. Quanto aos procedimentos metodológicos, procedeu-se com o levantamento de teses disponíveis da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) e do Catálogo de Teses e Dissertações da Capes realizada em outubro de 2020, a partir dos seguintes descritores: intersexo, intersex e intersexualidade. Para além dessa coleta acadêmica, realizou-se ainda o levantamento da legislação nacional e internacional acerca do tema; adotou-se neste estudo uma abordagem qualitativa, a qual teve como ponto de partida a aplicação de entrevistas semiestruturadas junto a dois grupos de participantes (quatro pais de crianças intersexo com ambiguidade genital de até seis anos completos e cinco profissionais de saúde, com nível superior e contato direto com famílias e pacientes intersexo há dois anos ou mais), visando identificar como o nome da criança intersexo é construído por sua família. Das investigações implementadas e resultados obtidos, foi possível concluir que a nomeação da criança intersexo é uma responsabilidade da família que atua na ordem simbólica, sendo, dessa forma, construída a partir de um diálogo entre a família, a sociedade (na perspectiva de gênero), a medicina (atribuição do sexo) e o direito (reconhecimento da existência da criança).
dc.identifier.urihttps://ri.ucsal.br/handle/123456789/5423
dc.language.isopt
dc.publisherUCSal, Universidade Católica do Salvador
dc.subjectIntersexo
dc.subjectFamília
dc.subjectIndefinição sexual
dc.titleA criança intersexo tem nome e sobrenome
dc.typeDissertação

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