Dificuldades de leitura: causas e conseqüências.

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Universidade Católica do Salvador
“Por que a leitura no meio educacional tem sido tratada, no geral, como mero mecanismo de decodificação e não como prática social? Por que o professor utiliza o livro didático como único recurso de leitura? Por que a leitura do texto serve unicamente como pretexto para o estudo da metalinguagem privando o aluno de sua autonomia interpretativa?” Na tentativa de responder a esses questionamentos suscitados durante uma pesquisa do tipo etnográfico em escolas-campo da cidade de Jacobina, elaboramos o presente artigo de forma a problematizar e “ensaiar” respostas provisórias e resultados parciais, através do trabalho realizado no Curso de Extensão, destinado a professores nível I, o qual nos conduziu a uma reflexão crítica acerca das concepções, práticas e metodologias no ensino de Língua Portuguesa, bem como da importância da formação do professor-leitor, no sentido de promover a proficiência leitora dos alunos, por meio da contextualização entre texto e vida, escola e sociedade, leitura e necessidade. Assim, em grande medida, as dificuldades do aluno são um reflexo das concepções e práticas leitoras do professor, o que foi detectado no decorrer do curso. Os resultados obtidos apontam para um sensível avanço na qualidade de leitura dos cursistas, como também, para a necessidade da formação inicial e continuada desses professores, bem como maior comprometimento da escola, como um todo, no sentido de subsidiar o professor viabilizando a ressignificação da leitura na escola.

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