A violência do desencantamento
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Universidade Católica do Salvador
Uma reflexão sobre o processo de ensino-aprendizagem, sobre as nuances subjetivas da relação entre o professor e seu aluno: esta é a proposta deste artigo, que busca compreender a ausência de curiosidade sobre o saber que a escola oferece que impede o desenrolar de um processo de construção de um saber significado. Este recorte se detém nos personagens fundamentais do processo,
muito embora a dinâmica do aprender envolva tantos outros – família, equipe da escola, etc. Como apoio teórico, conceitos da Escola Construtivista, que considera que ensinar é mais além do que uma transmissão de informações – é uma construção parceira de um saber –, sendo a intervenção do educador fundamental para a qualidade do processo ensino-aprendizagem; e da Psicanálise, pelo
enriquecimento interpretativo que traz com a desconstrução de significados e a inclusão da interpretação do sentido a partir da história do sujeito. A Pedagogia vem estabelecendo relações significativas com outras ciências. Dentre elas, a Psicologia e a Psicanálise que não só reconhecem a realidade mental, classificando e estabelecendo critérios didáticos a partir dela, como possibilitam a realização de práticas pedagógicas, realmente, voltadas para o aluno, que não comparece somente no comportamento manifesto mas, principalmente, naquilo que é preciso escutar para além do enunciado. O caminho da Educação que leva à Ciência passa pelo professor – não existe educação neutra, e nem é o ensino livre
de intenções; o professor não passa despercebido; nem suas falas e ações são inócuas.
