A afetividade parental e o tempo de qualidade: contribuições para o desenvolvimento cognitivo na primeira infância
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UCSal, Universidade Católica do Salvador
Este trabalho tem como objetivo investigar de que maneira a afetividade parental, manifestada especialmente por meio do tempo de qualidade, do incentivo e do
reconhecimento, contribui para o desenvolvimento cognitivo de crianças na primeira infância. A pesquisa foi realizada por meio de uma revisão integrativa da literatura, com base em 13 artigos científicos publicados entre 2015 e 2025, selecionados em bases indexadas como SciELO, PePSIC e o Portal de Periódicos da CAPES. Como referencial teórico, foram utilizados autores clássicos da Psicologia do Desenvolvimento, como Bowlby, Vygotsky, Wallon, Bandura, Bee e Boyd, além do documentário O Começo da Vida (2016). Os resultados apontam que crianças que recebem atenção afetiva consistente por parte dos cuidadores desenvolvem melhor autoestima, segurança emocional e habilidades cognitivas, como memória, atenção e linguagem. A ausência de vínculo seguro e a negligência afetiva – incluindo a exposição excessiva a telas – podem prejudicar significativamente o desenvolvimento global da criança. Destaca-se ainda o papel do brincar como mediação afetiva essencial no processo de aprendizagem. Conclui-se que práticas parentais afetivas e responsivas são determinantes para o desenvolvimento cognitivo saudável na primeira infância, o que reforça a necessidade de ampliar o debate sobre políticas públicas, práticas educativas e orientações familiares fundamentadas em vínculos afetivos seguros.
